A rejeição sozinha é um ranking pouco útil. Cruzada com a intenção, ela responde a pergunta que decide eleição: quanto ainda cabe. Quem tem 30% de intenção e 45% de rejeição disputa quinze pontos; com 20% de rejeição, disputa cinquenta.
O teto é uma conta declarada — 100 menos a rejeição — e não uma previsão. Ele diz quanto do eleitorado não descarta o candidato de saída, não quanto ele vai ter. Um teto alto com intenção baixa costuma significar que o candidato é pouco conhecido, e desconhecimento vira rejeição à medida que a campanha avança.
A leitura útil é comparativa: entre dois candidatos com intenção parecida, quem tem mais espaço tem mais para onde crescer se a disputa se polarizar em torno dele.